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Convento de Santa Maria de Semide

Convento de Santa Maria de Semide

A primeira referência documental sobre Semide, data de 1154, numa carta passada por D. Afonso Henriques com referência a Martim Anaia. A família Anaia encontra-se ligada à criação, em 1183, do convento feminino que sucedeu a uma primeira casa masculina. No decorrer da primeira metade do século XVI, existiram diversas tentativas de reforma e até vontade de extinguir o convento de Semide, e enviar as religiosas para Santa Ana, em Coimbra. Do convento primitivo parece não ter subsistido qualquer elemento, sendo a construção mais antiga que se conhece a do claustro inferior, de cerca de 1540, com cinco vãos de arcos semicirculares, suportados por colunas toscanas, e com arcos-capelas que originalmente continham retábulos. Este claustro atualmente em ruínas encontra-se a ser alvo de obras de reconstrução. 

Um incêndio em 1664 destruiu quase por completo a primitiva construção medieval, e o que hoje podemos ver é resultados de construções posteriores dos séculos XVI, XVII e XVIII. 

Trata-se de um edifício bastante simples, com paredes nuas, uma distribuição geométrica e regular das aberturas exteriores, traduzindo-se num conjunto arquitetónico equilibrado mas austero. 

A fachada principal, constituída pela igreja e pela portaria do mosteiro define a linha geral do edifício. A fachada da igreja, datada de 1697, ostenta a porta barroca limitada por duas colunas jónicas e sob o entablamento, um medalhão com S. Bento o escudo da ordem beneditina. 

Seguindo o plano das igrejas conventuais daquela época, tem uma única nave limitada nos topos pela capela-mor e pelo coro monástico. Este separa-se do restante corpo da igreja por um grande arco com grade em ferro. O corpo da igreja e o próprio coro são revestidos a azulejos do século XVIII. 

Na igreja existe também um órgão de tubos datado do século XVIII, que se presume ter sido construído por Machado de Cerveira, considerado um dos melhores organeiros portugueses da época. Em 2007 e depois de restaurado o órgão voltou a tocar. 
 
 

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